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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Erros e Correções

Hey, guys!

Estamos de volta de novo novamente! =)

Antes de continuar o assunto sobre o inglês e as crianças, vou falar sobre erros e correções.

O erro está presente em todas situações da nossa vida. O pessimista diria que se você não errar, alguém vai errar - e o resultado do erro vai refletir em você. Lei de Murphy! kkkkk

A questão é que precisamos aprender a lidar com os erros. Todo mundo conhece a célebre frase que afirma que é errando que se aprende. Saber lidar com os erros, entretanto, não significa ser conivente com quem erra, ou cometer erros por omissão ou negligência. Para tudo existe um limite.

Chamo a atenção aqui dos pais, que cobram demais dos filhos em relação a erros e acertos. Pai... mãe... seu filho vai errar. Vai errar de novo. E muito provavelmente, errar mais uma vez. E vai aprender com isso. Por pressão em cima da situação só vai piorar as coisas e possivelmente acarrretar mais problemas para seu filho.

O que dizer dos professores? Também eles devem prestar atenção nos erros dos alunos, corrigi-los e, dessa maneira, levar o aluno a um aprendizado verdadeiro.

Pais e professores, muita atenção na hora de corrigir seus filhos e alunos. A maneira como você lida com o erro vai afetá-los para o bem ou para o mal. Ninguém gosta de ser humilhado e de ouvir que é incapaz. Ninguém gosta de passar por situações constrangedoras na frente de outras pessoas. Você gosta? O professor gosta? Pai e mãe gostam? Não, né... Com o filho e aluno não é diferente.

"Então quer dizer que não devemos corrigi-los quando erram?"
Absolutamente! A correção é a única forma de transformar em verdadeira a frase "é errando que se aprende". Sem a correção, o erro se repetirá. Não haverá aprendizado.

A minha preocupação não está em corrigir e deixar de corrigir. A necessidade de correção é fato inegável. A minha preocupação está em COMO corrigir. Também não quero me ater a metodologias de correção. Quaisquer que sejam as metodologias adotadas, porém, eu insisto para que a correção seja feita com carinho e atenção. Com palavras amigas ao invés de palavras destrutivas e críticas perversas que induzirão o aluno a pensar que é incapaz e incompetente.

Um aluno pressionado para conseguir apenas acertos se torna um aluno frustrado. Um aluno frustrado cria um bloqueio, um filtro afetivo em relação ao professor e a disciplina. Um aluno com bloqueio ou alto filtro afetivo terá ainda mais dificuldades de aprendizado.

No aprendizado de inglês, especialmente, o professor tem que ter capacidade de identificar erros menores e maiores, e optar pela correção dos erros maiores. A correção de erros menores pode ser trabalhada de forma menos direta, com apontamentos no quadro ao final da aula, como uma espécie de revisão...

No exemplo abaixo, o aluno diz a seguinte frase:
"You is going to the school."

O professor identifica o erro de conjugação de verbo (You is) e de emprego do artigo (to the school). O segundo erro não implica em erro de compreensão: to school (gramaticalmente correto) e to the school (informal) terão o mesmo sentido. Um falante nativo cometeria o mesmo erro. Entretanto, o erro na conjugação do verbo é bem mais preocupante e deve ser corrigo o mais rápido possível, e com o maior tato possível.

Fica mais fácil corrigir o que é escrito do que corrigir o que é falado. As melhores técnicas de correção que aprendi em vários treinamentos são aquelas em que você deixa o aluno terminar a frase errada, evita esboçar reação de contrariedade e, no final da frase do aluno, você repete a frase evidenciando a estrutura correta. Vamos reutilizar a frase do modelo acima em duas situações em que considero errado e certo corrigir.

Modelo que considero errado:
Aluno: "You is..."
Professor: "You ARE!"
Aluno: "You are going to the school..."
Professor: "TO school!"
Aluno: "You are going to school this night..."
Professor: "TONIGHT!"

Aqui, o aluno é interrompido sempre antes de terminar o pensamento, e obrigado a recomeçar o raciocínio toda a vez em que é interrompido, sem poder desenvolver a fluência. Além disso, o professor fez o favor de lembrar o aluno três vezes de que ele foi incapaz de fazer a frase corretamente.

Modelo que considero certo:
Aluno: "You is going to the school this night"
Professor: "Oh, I see... you ARE going to school tonight!"
Cinco minutos finais da aula, ou inicias da próxima aula: professor vai ao quadro revisar o uso do verbo TO GO com determinados lugares


Aqui, o aluno tem o feedback de que o professor o entendeu, e é corrigido de maneira sutil e, se não carinhosa, pelo menos motivadora: "Oh, I see..." ("Ah, entendo..."). O professor enfatiza a conjugação correta do verbo, cujo erro é maior, e dá o resto da frase (também gramaticalmente correta), sem enfatizar erros menores, pois os erros menores não interferem na compreensão geral da frase e, portanto, na comunicação. O aluno não se sente acanhado e, geralmente, repete a frase do professor corretamente numa segunda tentativa de se expressar.

Vitória!

Lógico que nem sempre é assim. Mas escrevi esse post porque, dentre outras coisas, gostaria de lembrar professores e alunos de algumas coisas.

Professores:
* prestem mais atenção á forma como corrigem seus alunos, de maneira a não deixá-los inibidos e envergonhados;

* dêem menos importância a erros menores, que não interferem na compreensão geral de uma sentença: o importante é se comunicar;

* dêem mais importância aos acertos e superações dos alunos;



Alunos:
* entendam que, se o professor não corrigiu totalmente um colega, não há necessidade de lembrar o professor do "esquecimento". É possível que o professor tenha optado por uma correção mais sutil, focando erros maiores, para evitar que um aluno mais sensível ou tímido se sinta constrangido na frente dos colegas;

* lembrem-se de que o professor provavelmente já deve ter poupado você de constrangimentos semelhantes. Não há porque fazer um colega passar por isso;

* não julguem que um professor não presta porque não corrige de maneira incisiva ou direta os seus colegas ou você mesmo;

* saibam diferenciar o professor omisso e preguiçoso do professor atencioso e carinhoso. O professor preguiçoso não corrige por preguiça, omissão e falta de comprometimento. O professor atencioso e carinhos corrige erros maiores, evidencia acertos e pequenas vitórias e superações, porque sabe que a humilhação e constrangimento não são o melhor caminho para o aprendizado.



Espero ter ajudado de alguma maneira. Não tenho base teórica e acadêmica para tanto, mas acredito que a vida e a experiência em sala de aula dão base e ensinam tanto quanto a academia.

Caso você discorde, tenha opiniões diferentes, ou se esse post te ajudou de alguma forma, me conte!

Hugs!

Teacher Lu.

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Leia também:
*
Vagabond Of The Western World
*
Biblioteca da Lu

domingo, 26 de abril de 2009

O segundo idioma e as crianças I - Inglês ou Espanhol?

Hello teachers and students... e pais desesperados!

Uma das dúvidas mais frequentes dos pais em relação a educação de seus filhos é sobre a idade ideal para que os pequenos comecem a estudar um segundo idioma. Portanto, se você chegou até aqui procurando por uma opinião, sugiro que, antes de prosseguir a leitura, dê uma olhadinha ali do lado esquerdo para checar a minha humilde experiência como professora de inglês. É sempre bom a gente saber que tipo de profissional está opinando sobre um assunto tão importante como a educação dos seus pequenos.

Já deu uma espiadinha? Sentiu firmeza? Ok, então podemos continuar. O segundo idioma mais procurado e oferecido para Tots e Kids é, disparado, o inglês. Não há dúvidas de que o inglês é, atualmente, o idioma da globalização. Falar inglês não é mais questão de luxo, nem um item do qual alguém possa se vangloriar ou usar como status; há muito tempo, o segundo idioma se tornou uma necessidade e deveria ter mais destaque na educação formal das nossas crianças.

Na Alemanha, considerado um país desenvolvido, os alunos da escola regular, no sistema público ou privado de ensino, frequentam aulas de inglês durante cinco horas por semana. Dessa forma, é desnecessário que os alunos frequentem outras escolas a fim de aprenderem um segundo idioma. Ao entrarem na universidade - e mercado de trabalho - os alemães já dominam fluentemente o segundo idioma.

O ensino brasileiro prioriza dois idiomas: o inglês e o espanhol. O espanhol, assim como português, é uma língua derivada do latim e, portanto, as regras gramaticais se assemelham ás do português. Isso não significa, porém, que seja desnecessário estudar o idioma espanhol. Só quer dizer que, para um falante do português, fica mais fácil aprender o espanhol devido á semelhança dos idiomas.

O idioma inglês, apesar de ser uma língua anglo-saxã e possuir regras diferentes das línguas latinas, traz algumas singularidades que tornam o idioma um dos mais fáceis de serem aprendidos. Como exemplo, posso citar a ausência de flexão na conjugação dos verbos em diferentes tempos verbais: a grosso modo, podemos dizer que, no idioma inglês, o verbo assume no máximo cinco formas diferentes; ao contrário dos verbos nas línguas latinas, os quais sofrem alteração na conjugação em todos os tempos verbais, para todos os pronomes pessoais.

Portanto, se a sua dúvida é qual idioma o pequeno deve estudar, a minha opinião é a seguinte: seja espanhol ou inglês, as crianças terão facilidade de aprender o segundo idioma escolhido para estudo, por várias razões, sendo as principais:

* semelhança do espanhol com o português
* simplicidade do idioma inglês
* crianças pequenas tem facilidade para aprender vários idiomas

Nos próximos posts, prometo escrever uma continuação abordando os seguintes assuntos:

1) O segundo idioma e as crianças II - Por que começar o estudo desde cedo?

2) O segundo idioma e as crianças III - Formação do professor

Se esse post foi útil para você, se você discorda de alguma informação ou tem ainda tem alguma dúvida, me deixe saber! Use o espaço dos comentários para trocarmos idéias e eu prometo que respondo você no próximo post!

Um abraço,

Teacher Lu.


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Leia também:
* Vagabond Of The Western World
* Biblioteca da Lu

sábado, 25 de abril de 2009

Nomenclaturas usadas no blog

Olá...

Se você é ou já foi aluno ou professor de inglês, ou apenas gosta do assunto e tem muitas idéias para dividir com a gente, sinta-se á vontade e seja bem-vindo.

Para iniciar o blog, decidi que seria melhor ter alguns posts de referência, pois nem todo mundo entende a linguagem de nós, teachers, quando nos referimos aos nossos alunos. Aqui estão algumas nomenclaturas que usarei bastante ao longo dos posts no blog:

* L1 - idioma ou língua materna
* L2 - segundo idioma, segunda língua
* S2 ou T2 - S de Student e T de Teacher, para alunos e professores do segundo idioma
* Tots - crianças ainda não alfabetizadas
* Kids - crianças alfabetizadas
* Teens - pré-adolescentes e adolescentes
* Adults - alunos adultos
* VIP - alunos com horários especiais
* Executive - alunos de uma empresa

Posso ainda me referir ás aulas como:

* Regular classes - aulas normais (geralmente duas aulas de duas ou três horas por semana) ou no colégio
* VIP classes - aulas em horários especiais
* Executive classes - aulas com grupos fechados para empresas

Se você já leu o meu histórico de experiência com o ensino da língua inglesa, deve ter percebido que a minha formação é totalmente "Wizard". Isso acaba atrapalhando um pouquinho - mas só um pouquinho - na hora de ajudar algum professor ou aluno de outro método.

Também deve ter percebido que as minhas nomenclaturas são fortemente influenciadas pela metodologia Wizard, mas são termos que podem ser aplicados á todas as outras escolas e métodos, de maneira geral.

Espero que possamos trocar muitas idéias, e que eu possa contribuir, ensinar e aprender bastante com meus leitores!

Teacher Lu.

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Vagabond Of The Western World
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