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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Reflexive Pronouns

Hey, guys!

Depois de tanto tempo sem postar, resolvi dar uma chegadinha aqui pra falar sobre os Reflexive Pronouns. Foi uma das últimas aulas que eu dei no colégio, e vi que, mesmo conhecendo os Reflexive Pronouns por estudarem em escolas particulares, a maioria dos alunos não conhecem os três usos principais para estes pronomes...

Antes, porém, é preciso lembrar que o uso destes pronomes está ligado forever and ever ao sujeito da frase. Ou seja: você SEMPRE vai usá-los combinando com o SUJEITO da frase. Tipo:

I - myself
You - yourself
He - himself
She - herself
It - Itself
We - ouselves
You - yourselves
They - themselves

USO REFLEXIVO:
Usamos os pronomes reflexivos quando o sujeito e o objeto são as mesmas pessoas. Vamos deixar as palavras formais de lado, certo?  O nome "reflexivo" já diz tudo: tem a ver com algo que reflete. Reflete em que? Reflete em você, que fez a ação. Se você foi lá e se cortou, você cortou a si mesmo, certo? Você, do alto da sua inteligência e do seu polegar opositor, conseguiu ao mesmo tempo cortar e SE cortar. Fez e sofreu a ação. Pronto! Você tem uma ação reflexiva! E pode usar um pronome reflexivo! Mas, cá pra nós... que cabeçudo se cortar, hein!

Detalhe importante: nem todos os verbos reflexivos no português necessitam de um pronome reflexivo no inglês. Veja abaixo quando é necessário e desnecessário usar estes pronomes:

Necessário usar pronome reflexivo com os verbos crássicos: to cut (cortar), to hurt (machucar), to look at (olhar para)

Não necessário usar pronomes reflexivos com os verbos: to remember (lembrar-se), to forget (esquecer-se), to get up (levantar-se), to get hurt (machucar-se). Veja que estes verbos jão estão traduzidos com o próprio "pronome reflexivo", portanto é desnecessário usá-lo em inglês. Observe:

* I look at myself in the mirror. I hurt myself with the knife.
* I remember your name. I got hurt with the knife.


USO ENFÁTICO:
Usamos os pronomes reflexivos de maneira enfática quando queremos deixar bem claro que o sujeito realizou uma ação sozinho, sem a ajuda de ninguém. Tipo "oh, como ele é bonzão, ele fez ELE MESMO, sem a ajuda de ninguém, uhuuul, palmas pra ele!" Acho que foi possível entender depois disso, né? O uso enfático não tem nada a ver com reflexivo, observe:

I did the homework myself.
ou
I myself did the homework.
Vejam que eu não fiz a mim mesma. Eu fiz a tarefa. Portanto, a ação não refletiu em mim. Mas, eu fiz a tarefa EU MESMA, sem a ajuda de ninguém, ó! Palmas pra mim! Portanto, o uso do pronome aqui é enfático.

USO IDIOMÁTICO:
Usamos os pronomes reflexivos de maneira idiomática simplesmente quando queremos dizer "sozinho". São a mesma coisa que "alone", só que desta vez, você vai ter que combinar cada pronome reflexivo com o respectivo sujeito. O uso idiomático tem esse nome por causa da combinação da preposição BY com o pronome reflexivo. Então, não esqueça do BY! Olha só:

I went to the movies by myself. (ou ALONE)
You went to the movies by yourself. (ou ALONE)
He went to the movies by himself. (ou ALONE)

Espero poder ter ajudado a esclarecer. Aceito crísticas e sugestões. E hoje eu estava bem engraçadinha. Hunf.

Lu.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Como corrigir relatórios em 4 passos.

Oi, teachers!

Hoje corrigi várias provas bimestrais e, junto com elas, também corrigi relatórios que os alunos escreveram sobre as apresentações de música e cinema que eles assistiram durante o bimestre.

Sempre tinha dúvidas de como avaliar um relatório assim, ou então dúvidas sobre como avaliar questões abertas. Portanto, essas dicas rápidas valem tanto para teachers como para profes de outras áreas...

1) Anotar, em forma de tópicos, as informações que obrigatoriamente precisam aparecer no relatório.

2) Ao corrigir, apontar as informações obrigatórias que constam no relatório, as que faltam, e informações adicionais - NÃO DAR NOTA AINDA.

3) Agora que você já tem um parâmetro de qual é o melhor relatório (mais completo e melhor redigido), separe as atividades em "pilhas" de relatórios excelentes, bons, regulares e fracos, de acordo com as informações obrigatórias e adicionais que apareceram ou faltaram e que você apontou.

4) Atribua a maior nota ao melhor relatório e, daí por diante, atribua notas aos outros relatórios.


Foi essa a maneira mais adequada que eu achei para corrigir relatórios e espero ter ajudado. Aceito dicas, correções e sugestões, "coléagas!"

Scatman Jack (Brian Setzer's Orchestra) - Full lyric

É por isso que eu me vicio mais e mais nesses meus blogs. Tem sempre alguém querendo ajudar e somar esforços pra um interesse em comum.

Dessa vez, tenho que agradecer o Guinho, que chegou até o meu blog procurando pela letra da música Scatman Jack by Brian Setzer's Orchestra. Partilhando do mesmo gosto e correndo atrás pra investigar, ele conseguiu, finalmente, achar a letra completa da música. Yay! Muito obrigada, Guinho!

O site do Guinho aqui ó.
O post do Guinho sobre a músga.

E a letra:

“SCATMAN JACK”


Yowsah, yowsah, yowsah
Scatman Jack is big and fat
Runs the club around the corner where everybody be at
And he can chit and chat like aristocrats
And make it look so easy
Scatman’s rap is tight as a trap
He kicks the beat so sweet, it puts a hump in your back
And he can rock the house to sing and clap
And he’s got the rythm, got the rythm

This is Scatman Jack, knows just where it’s at
Keeps you comin’ back
Rippin’ to the beat
Knocks you off your feet
Makes it sound so sweet

Scatman, if anyone can handle it
You can make a melody to fit
Scatman, any rythm, any riff
Scatman, you’re the king of jump and jive
Just jam, make the music come alive
Scatman

Yowsah, yowsah, yowsah
Come see the greatest act on the face on the Earth
Never before have you heard the king of jump and jive
Come hear him rap, he’s where’s at
Yowsah, yowsah, yowsah

Scatman’s wife’s been married twice
She’s meaner than the devil and cold as ice
Take my advice, she ain’t no price
But she can still get busy
Scatman’s rap is tight as a trap
He kicks the beat so sweet, it puts a hump in your back
And he can rock the house to sing and clap
And he’s got the rythm, got the rythm

This is Scatman Jack, knows just where it’s at
Keeps you comin’ back
Rippin’ to the beat
Knocks you off your feet
Makes it sound so sweet

Scatman, if anyone can handle it
You can make a melody to fit
Scatman, any rythm, any riff
Scatman, you’re the king of jump and jive
Just jam, make the music come alive
Scatman




Nem vou apagar o post anterior. Fica como uma história da nossa tentativa em "construir" essa música - e tem tantos erros, oh my! kkkkkkkkkkkkk

Valeu Guinho!

*postado ao som de Scatman Jack*

domingo, 21 de junho de 2009

Lyric - Scatman Jack (by Brian Setzer's Orchestra)

Hello guys...

Sabe quando a gente procura muito uma música e não consegue encontrar em lugar algum da net? Pois é, essa música do Brian Setzer é um mistério pra mim. Porque será que não tem letra nenhuma na net? Direitos autorais? Pra ajudar quem procura, vou tentar tirá-la de ouvido. Já aviso de antemão que ele faz muitos improvisos e tem coisas que eu simplesmente não entendo, e vou deixar estes símbolos (***) no lugar das palavras que não entender. Espero ajudar.

Ai que vergonha kkkkk. Não é pra rir! kkkkk

You know when we look for something everywhere and just can't find it? This Brian Setzer's sog is a mistery to me. Why is it that I can't find this song anywhere? Copy rights? To help people who are looking for this song, I'm gonna try it by ear, ok? But I previously should mention that there are lots of words I'm not able to understand. In these situations, you'll see these symbols (***) in substitution to the words I can't understand. Hope to help. Maybe we can fix this song, join the pieces, whatever...

Shame on me! Lol. Please, don't laugh! This is a Brazilian trying to understand it! Lol.

PS - Jump'n'Jive é um tipo de dança, um jeito de se dançar o rock and roll antigo.

Scatman Jack - Brian Setzer's Orchestra

Yoooza, yoooza, yoooza
Scatman Jack is big and fat
Runs the club down the corner
Everybody in at
He can jive and jive like aristocrats
Making look so easy


Scatman's rap is as tied as a trap
He kicks a beat so sweet
Puts a hump in your back (bag?)
He can rock the house, sing and clap
But he's... got the rhythm, got the rhythm

CHORUS:
This is Scatman Jack
Knows just where (it's at?)
Keeps you coming back
****scats***
(Keeping? Creeping? Deep into?) to the beat
Knocks you off your beat
Makes it sound so sweet
****scats***

Scatman, when you are (***) you can
Make a melody with the Scatman
And the rhythm (***)
****scats***
Scatman, you´re the king of jump'n'jive
Just can (jam ?) make the music come alive, Scatman
****scats***

Yooza, yooza, yooza
Come see the greatest (act?) in the face of the Earth
Never before have you heard the king of Jump'n'Jive
Come here and (***)
It's where it's at.
Yooza, yooza, yooza

Scatmans wife's been married twice
She's meaner than the devil with the coldest eyes
He states my oh my she ain't no cries (???)
But she can still be busy

Scatman's rap is as tied as a trap
He kicks a beat so sweet
Puts a hump in your back (bag?)
He can rock the house, sing and clap
But he's... got the rhythm, got the rhythm

REPEAT CHORUS

***scats***
Louder, oh Scatman
Louder
***scats***

REPEAT CHORUS

********************************

Gente... que mconhecer a música e puder preencher as lacunas, eu agradeço imensamente. Não achei nenhuma informação que dissesse que publicar a letra desta música seria contra alguma lei ou pedido do autor. Caso haja alguma restrição, me avisem!

Guys, I'd appreciate it if those who know the song could help filling in the blanks which I couldn't understand. I was not able to find any kind of information that made the publication of the lyric forbidden by the author. In case this publication is forbidden, please let me know!

sábado, 20 de junho de 2009

Grammar - Interrogative Pronouns ou WH Questions

Hello, guys!

Tô aqui hoje pra estrear um novo departamento no blog, o "Departamento Help Teacher LU" rs. Tô brincando. É que de vez em quando vou postar algumas dicas sobre gramática por aqui e espero ajudar quem estiver procurando ajuda pela net.

Peço desculpas antecipadas pelos acentos e crases. Eu sei que uma professora de idiomas do Zé se estiver lendo isso daqui. É nóis! kkkkkk

Gostaria muito de saber se ajudei ou atrapalhei, se compliquei ou descompliquei - se vocês puderem deixar um recadinho com dicas ou impressões sober os posts, ajudaria muito na redação dos próximos posts. Vamos lá.


*****************************************

INTERROGATIVE PRONOUNS ou
WH - Questions

Uso:
Em questões direcionadas, quando queremos saber lugar, espaço, tempo, quantidade, sujeito, razão, etc. Diferentemente das Simple Questions, as perguntas elaboradas com um Interrogative Pronoun (IP) não aceitam Yes ou No como resposta.

Lista de Interrogative Pronouns:
What - o que, que, qual, quais
Which - o que, que, qual, quais
Where - onde
When - quando
Why - por que (perguntas)
Who - quem
What time - a que horas

e

How* - quão, como, de que maneira
How much - quanto, quanta (para coisas incontáveis)
How many - quantos, quantas (para coisas contáveis)
How tall - quão alto
How high - quão alto
How big - de que tamanho, quão grande
How big - de que tamanho, quão pequeno
How large - de que tamanho, quão grande/largo/espaçoso/amplo
How come - como é que...

*how tem várias combinações. É bom lembrar que a provável tradução de how com outras combinações é geralmente "quão".

Diferenças entre Interrogative Pronouns:

1. What e Which:
What = Geralmente se refere a pessoas e/ou coisas neutras, e não vem acompanhado de opções de escolha.
Which = Se refere a pessoas e coisas neutras, e geralmente vem acompanhado de opções de escolha.


What is your favorite song?
Which is your favorite song, this or that?

What profession do you wanna have when you grow up?
Which profession do you wanna have when you grou up, doctor or dentist?

2. Who
Sempre faz referências á pessoas, nunca a coisas neutras.

Frase errada: Who is your favorite band?
Frase correta: What/Which is your favorite band?
Frase correta: Who is your favorite singer/drummer/guitar player?

Band não é uma pessoa. Mas singer/drummer/guitar player são pessoas.

3. How tall/high
Tall = alto de altura
High = alto de altitude

How tall is the building?
How tall is the boy?

How high does the airplane fly?
How high can you throw this ball?



Estrutura:
Em frases interrogativas, o IP se encontra no INÍCIO da pergunta.Ex:
* What do you want to eat today?
* Where are you going with all those things?
* Who is gonna clean the kitchen?


Em frases afirmativas ou negativas, o IP geralmente é usado no meio de frases, ao se referir a espaço, tempo, lugar, quantidade, sujeito. Ex:
* I don´t know what I want to eat today.
* I told you where I am going.
* I couldn´t see who you were talking to.

Atenção:
Os maiores erros que observo no uso destes pronomes são os seguintes:

* Achar que Interrogative Pronouns são usados apenas em frases interrogativas. Como você pode ver, ele é usado também em frases afirmativas e negativas.
* Por estar acostumado a usar o IP em frases interrogativas, o aluno transfere a estrutura interrogativa para frases afirmativas e/ou negativas. Ex:

Frase errada: I don´t know what do you want to eat today.
Frase correta: I don´t know what you want to eat today.

Frase errada: I can´t understand where are you going now.
Frase correta: I can´t understand where you are going now.

Frase errada: She can´t tell what time is it.
Frase correta: She can´t tell what time it is.

* Usar preposições antes dos IPs. As preposições, geralmente relacionadas aos verbos principais das frases, devem sucedê-los. Ex:

Frase errada: About what are you talking?
Frase correta: What are you talking about?

Frase errada: With who is she playing?
Frase correta: Who is she playing with?
Frase correta: With whom** she is playing?

**Falarei do "whom" em post sobre Relative Pronouns. Mas já adianto que "whom" sempre se refere ao objeto da frase, e depois de preposição sempre usamos "whom" e não "who".

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Espero ter ajudado.

Aceito críticas, correções e sugestões. Aliás, PRECISO disto pra poder melhorar sempre!

See ya later, guys!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O segundo idioma e as crianças II - Por que começar o estudo desde cedo?

Hey, guys!!!

Saudade de postar aqui nesse cantinho tão querido pra mim.

Primeiro, gostaria de mandar um recadinho pra Jenny, que foi a primeira pessoa a comentar por aqui. Queria dizer que é uma maravilha ver uma criança crescer, se desenvolver, dominar a fala... Parabéns pelo seu bebê!

Da outra vez, eu comentei sobre a escolha entre inglês e espanhol para crianças pequenas. Prometi que falaria sobre a importância de começar os estudos desde cedo, certo?

Mães, pais e teachers... sabe aquelas coisinhas fofas que vocês tem em casa ou na sala de aula, que ainda estão aprendendo a usar as palavras, que soltam pérolas cuti-cutis que dão vontade de apertar a bochecha? Pois é... eles tem mais facilidade do que nós, adultos bobões que se acham, para aprender qualquer tipo de coisa.

Eu poderia usar vocabulários rebuscados (?!), científicos e difíceis pra falar sobre o assunto, mas tornaria as coisas chatas demais. O que importa saber, pais e profes, é que existem estudos científicos avançados que servem de base para teses que defendem que a criança seja estimulada desde cedo ao aprendizado.

Em palavras bem simples e desprovidas de cientificidade acurada (ó, e eu disse que não iria falar bonito!), os cientistas afirmam que as crianças possuem "janelas" de aprendizado que se "abrem" desde até antes do nascimento, mas que se "fecham" conforme o tempo vai passando e a criança envelhecendo.

Ou seja, a criança nasce com grandes possibilidades de, se corretamente estimulada, aprender inúmeras habilidades ao mesmo tempo e desde cedo. Conforme os anos vão passando, essas possibilidades vão diminuindo, devido a diversos fatores cognitivos e do meio.

É sabido, por exemplo, que uma criança pode aprender vários idiomas ao mesmo tempo. A condição para que isso aconteça, de acordo com os estudiosos, é que a criança tenha uma referência fixa de cada idioma. Por exemplo: a criança só fala português com a mãe e o pai. Com o avô, ela só se comunica em italiano e com a tia, só em alemão. Em nenhum momento, avô e tia se comunicam em português com a criança. Ela não perde a referência do idioma e não tenta se comunicar em português com o avô e a tia porque não obterá resposta em português. Fui clara?

Portanto, se os pais e professores estão na dúvida sobre a idade certa para estimular o aprendizado das crianças, tenham certeza de que "quanto antes melhor". Entretanto, é necessário "muita calma nessa hora"! Nada de sair matriculando os pequenos em tudo quanto é curso por aí, nem enchê-los de estímulos. É necessário cuidado para não sobrecarregar e acabar estressando, frustrando e, pior ainda, aumentado o filtro afetivo da criança em relação a determinada atividade.

Alguns adolescentes, por exemplo, demonstram horror ao inglês, á matemática e até ao português. Isso se deve, dentre outros fatores, a sucessivas frustrações do aluno com relação a essas matérias e, talvez, a inabilidade dos professores em baixar o filtro do aluno com relação a essas matérias. Mas isso é um assunto pra outro post.

Alguns pais, na ânsia de proporcionar o que há de melhor para os filhos, ou não deixar faltar nada em sua educação, matriculam os pequenos em mil e uma escolas. Tive um aluno que fazia as seguintes atividades durante a semana: escolinha de futebol, treino de futebol no colégio, pintura a óleo (?), Kumon de português e Kumon de matemárica, Inglês, natação, xadrez, teclado, guitarra e flauta. E escoteiro no sábado. Ah sim, de tarde ele também estudava na escola regular, pobrezinho. Eu me pergunto: quando é que ele tinha tempo de sentar para fazer um tema bem feitinho? Ou como ele fazia para se concentrar com tanta coisa ao mesmo tempo?

Não quero dizer, de forma alguma, que algmas atividades são mais importantes do que outras. Nada melhor do que poder oferecer aos nossos filhos conhecimentos musicais, lógicos, esportivos, linguísticos, certo? Mas existe realmente a necessidade de estudar três instrumentos musicais ao mesmo tempo? Frequentar duas escolinhas de futebol mais a natação?

Para não ficar na crítica vazia, sugiro uma solução para pais que não abrem mão de oferecer todas as possibilidades aos filhos: tente uma habilidade de cada vez. Por exemplo: durante o ano, o aluno pode ter uma experiência com cada habilidade. Praticar futebol, estudar inglês e matemática e frequentar aulas de teclado. No outro ano, se for do desejo da criança, ela pode trocar a matemática pelo xadrez. O inglês pelo Kumon de português. O futebol pela natação.

A medida em que a criança tem contato com várias atividades, ela pode fazer escolhas por si mesma. Preferir o futebol à natação. O xadrez à matemática. Fazer o que realmente gosta e que traz interesse e motivação para a criança. O que não dá é pra encher a criança de coisas pra fazer e esperar que ela dê conta de tudo perfeitamente, não é? Nem os pais, nem os professores conseguem fazer milhares de coisas ao mesmo tempo de maneira competente e satisfatória, certo?

Certo! Rá!

Além das "janelinhas" de aprendizado que os nossos pequenos têm desde a mais tenra idade, eles também são abençoados com a falta de vergonha. É... você leu direito: falta de vergonha. No melhor dos sentidos, diga-se de passagem. Um dos fatores que mais atrapalha o aprendizado de adolescentes e adultos é a vergonha, o medo de errar. E quando que criança tem isso? Não tem, né gente! Ainda bem. Ainda mais se a "teacher" ou "profe" consegue manter o filtro afetivo das crianças lá embaixo, usando reforços e estímulos positivos ao invés de negativos.

Portanto, gente, só posso concluir que é importante que a criança seja estimulada desde cedo. Sem sobrecargas, sem cobranças, para que não haja frustrações. Temos que lembrar que as nossas aspirações não são necessariamente as aspirações dos nossos filhos e alunos. O nosso filho não tem que ser o esportista ou instrumentista que você não conseguiu ser.

Pensem nisso, pais e teachers!

Beijão!

_________________________
Leia também:
*
Vagabond Of The Western World
*
Biblioteca da Lu

sábado, 2 de maio de 2009

Cute quotes

Sabe aquela psicóloga que resolveu escrever um livro com as falas das crianças que passaram pelo consultório dela? (créditos pra Van por me contar sobre isso). Falas do tipo "Rosa é um vermelho devagarinho", etc?

Então... também tenho feito isso há tempos e colecionei algumas coisas fofas, outras engraçadas, que já disseram em sala de aula. Não tem nada a ver com tirar sarro dos erros que os alunos cometem. Pelo contrário, tem a ver com levar em consideração coisas pequeninhas com significados enormes...

Selecionei apenas falas de alunos que eu achei fofinhas... Não vou postar os erros, por enquanto. São engraçados, mas alguém poderia se sentir ofendido. Vamos lá...

- Profe, sabia que você é a Rainha da sala?
- Mesmo, P.? Por quê?
- Por que você manda!

(P. H. - 6 anos)

- Então como é mesmo que a gente fala que ama os nossos amigos?
- I loooooove my teacher!
- Tá, P., mas como que a gente fala dos amigos?
- I loooooove my teacher!
- Mas P., é os amigos, não é a prô...
- Mas eu amo a minha prô...

(P. H. - 6 anos)

- Profe, não tem lápis verde aqui!
- Claro que tem, Rô... olha aqui.. verde escuro, verde claro, tem uns cinco tipos de verde...
- Não, profe... eu quero um verde-cor-de-sapo!

(R. - 7 anos)

- Prô, você desenha muito bem, sabia?
- Obrigada, P.!
- Você é uma boa desenhôra!

(P. H. - 6 anos)

- Mas teacher, eu não tenho foto com a minha professora...
- Tudo bem, M. Se você não tiver, não precisa trazer, a prô vai dar outra atividade pra você.
- Mas se eu não trouxer uma foto, você vai ficar brava comigo?
- Claro que não, M. A teacher entende que você não tem uma foto com a sua prô pra trazer.
- ... Prô? Posso tirar uma foto com você?

(M.A. - 6 anos)


- Teacher, teacher, vamos cantar aquela do jacaré? *mostra com a mãozinha a boca do tubarão*
- Aquela do Baby shark? É do tubarão, e não do jacaré, P...
- É essa mesmo, do tubarão com boca de jacaré!

(P. H. - 6 anos)

- Aqui eu desenhei eu, meu coleguinha J., meu coleguinha P, meu coleguinha M e a coleguinha A.
- E essa grandona e risonha aqui do canto, quem é?
- A teacher, ué!

(R. - 7 anos)

- Eu não vou desenhar as "cookies" (bolachas)
- Por que não?
- Por que não faz bem para os dentes! *atenção para o plural em "os dentes"*

(J.V. - 6 anos)

- Tem dias que eu tô molinha, molinha...
(B. - 9 anos)


Tem como não amar umas coisinhas dessas?

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Erros e Correções

Hey, guys!

Estamos de volta de novo novamente! =)

Antes de continuar o assunto sobre o inglês e as crianças, vou falar sobre erros e correções.

O erro está presente em todas situações da nossa vida. O pessimista diria que se você não errar, alguém vai errar - e o resultado do erro vai refletir em você. Lei de Murphy! kkkkk

A questão é que precisamos aprender a lidar com os erros. Todo mundo conhece a célebre frase que afirma que é errando que se aprende. Saber lidar com os erros, entretanto, não significa ser conivente com quem erra, ou cometer erros por omissão ou negligência. Para tudo existe um limite.

Chamo a atenção aqui dos pais, que cobram demais dos filhos em relação a erros e acertos. Pai... mãe... seu filho vai errar. Vai errar de novo. E muito provavelmente, errar mais uma vez. E vai aprender com isso. Por pressão em cima da situação só vai piorar as coisas e possivelmente acarrretar mais problemas para seu filho.

O que dizer dos professores? Também eles devem prestar atenção nos erros dos alunos, corrigi-los e, dessa maneira, levar o aluno a um aprendizado verdadeiro.

Pais e professores, muita atenção na hora de corrigir seus filhos e alunos. A maneira como você lida com o erro vai afetá-los para o bem ou para o mal. Ninguém gosta de ser humilhado e de ouvir que é incapaz. Ninguém gosta de passar por situações constrangedoras na frente de outras pessoas. Você gosta? O professor gosta? Pai e mãe gostam? Não, né... Com o filho e aluno não é diferente.

"Então quer dizer que não devemos corrigi-los quando erram?"
Absolutamente! A correção é a única forma de transformar em verdadeira a frase "é errando que se aprende". Sem a correção, o erro se repetirá. Não haverá aprendizado.

A minha preocupação não está em corrigir e deixar de corrigir. A necessidade de correção é fato inegável. A minha preocupação está em COMO corrigir. Também não quero me ater a metodologias de correção. Quaisquer que sejam as metodologias adotadas, porém, eu insisto para que a correção seja feita com carinho e atenção. Com palavras amigas ao invés de palavras destrutivas e críticas perversas que induzirão o aluno a pensar que é incapaz e incompetente.

Um aluno pressionado para conseguir apenas acertos se torna um aluno frustrado. Um aluno frustrado cria um bloqueio, um filtro afetivo em relação ao professor e a disciplina. Um aluno com bloqueio ou alto filtro afetivo terá ainda mais dificuldades de aprendizado.

No aprendizado de inglês, especialmente, o professor tem que ter capacidade de identificar erros menores e maiores, e optar pela correção dos erros maiores. A correção de erros menores pode ser trabalhada de forma menos direta, com apontamentos no quadro ao final da aula, como uma espécie de revisão...

No exemplo abaixo, o aluno diz a seguinte frase:
"You is going to the school."

O professor identifica o erro de conjugação de verbo (You is) e de emprego do artigo (to the school). O segundo erro não implica em erro de compreensão: to school (gramaticalmente correto) e to the school (informal) terão o mesmo sentido. Um falante nativo cometeria o mesmo erro. Entretanto, o erro na conjugação do verbo é bem mais preocupante e deve ser corrigo o mais rápido possível, e com o maior tato possível.

Fica mais fácil corrigir o que é escrito do que corrigir o que é falado. As melhores técnicas de correção que aprendi em vários treinamentos são aquelas em que você deixa o aluno terminar a frase errada, evita esboçar reação de contrariedade e, no final da frase do aluno, você repete a frase evidenciando a estrutura correta. Vamos reutilizar a frase do modelo acima em duas situações em que considero errado e certo corrigir.

Modelo que considero errado:
Aluno: "You is..."
Professor: "You ARE!"
Aluno: "You are going to the school..."
Professor: "TO school!"
Aluno: "You are going to school this night..."
Professor: "TONIGHT!"

Aqui, o aluno é interrompido sempre antes de terminar o pensamento, e obrigado a recomeçar o raciocínio toda a vez em que é interrompido, sem poder desenvolver a fluência. Além disso, o professor fez o favor de lembrar o aluno três vezes de que ele foi incapaz de fazer a frase corretamente.

Modelo que considero certo:
Aluno: "You is going to the school this night"
Professor: "Oh, I see... you ARE going to school tonight!"
Cinco minutos finais da aula, ou inicias da próxima aula: professor vai ao quadro revisar o uso do verbo TO GO com determinados lugares


Aqui, o aluno tem o feedback de que o professor o entendeu, e é corrigido de maneira sutil e, se não carinhosa, pelo menos motivadora: "Oh, I see..." ("Ah, entendo..."). O professor enfatiza a conjugação correta do verbo, cujo erro é maior, e dá o resto da frase (também gramaticalmente correta), sem enfatizar erros menores, pois os erros menores não interferem na compreensão geral da frase e, portanto, na comunicação. O aluno não se sente acanhado e, geralmente, repete a frase do professor corretamente numa segunda tentativa de se expressar.

Vitória!

Lógico que nem sempre é assim. Mas escrevi esse post porque, dentre outras coisas, gostaria de lembrar professores e alunos de algumas coisas.

Professores:
* prestem mais atenção á forma como corrigem seus alunos, de maneira a não deixá-los inibidos e envergonhados;

* dêem menos importância a erros menores, que não interferem na compreensão geral de uma sentença: o importante é se comunicar;

* dêem mais importância aos acertos e superações dos alunos;



Alunos:
* entendam que, se o professor não corrigiu totalmente um colega, não há necessidade de lembrar o professor do "esquecimento". É possível que o professor tenha optado por uma correção mais sutil, focando erros maiores, para evitar que um aluno mais sensível ou tímido se sinta constrangido na frente dos colegas;

* lembrem-se de que o professor provavelmente já deve ter poupado você de constrangimentos semelhantes. Não há porque fazer um colega passar por isso;

* não julguem que um professor não presta porque não corrige de maneira incisiva ou direta os seus colegas ou você mesmo;

* saibam diferenciar o professor omisso e preguiçoso do professor atencioso e carinhoso. O professor preguiçoso não corrige por preguiça, omissão e falta de comprometimento. O professor atencioso e carinhos corrige erros maiores, evidencia acertos e pequenas vitórias e superações, porque sabe que a humilhação e constrangimento não são o melhor caminho para o aprendizado.



Espero ter ajudado de alguma maneira. Não tenho base teórica e acadêmica para tanto, mas acredito que a vida e a experiência em sala de aula dão base e ensinam tanto quanto a academia.

Caso você discorde, tenha opiniões diferentes, ou se esse post te ajudou de alguma forma, me conte!

Hugs!

Teacher Lu.

_________________________
Leia também:
*
Vagabond Of The Western World
*
Biblioteca da Lu

domingo, 26 de abril de 2009

O segundo idioma e as crianças I - Inglês ou Espanhol?

Hello teachers and students... e pais desesperados!

Uma das dúvidas mais frequentes dos pais em relação a educação de seus filhos é sobre a idade ideal para que os pequenos comecem a estudar um segundo idioma. Portanto, se você chegou até aqui procurando por uma opinião, sugiro que, antes de prosseguir a leitura, dê uma olhadinha ali do lado esquerdo para checar a minha humilde experiência como professora de inglês. É sempre bom a gente saber que tipo de profissional está opinando sobre um assunto tão importante como a educação dos seus pequenos.

Já deu uma espiadinha? Sentiu firmeza? Ok, então podemos continuar. O segundo idioma mais procurado e oferecido para Tots e Kids é, disparado, o inglês. Não há dúvidas de que o inglês é, atualmente, o idioma da globalização. Falar inglês não é mais questão de luxo, nem um item do qual alguém possa se vangloriar ou usar como status; há muito tempo, o segundo idioma se tornou uma necessidade e deveria ter mais destaque na educação formal das nossas crianças.

Na Alemanha, considerado um país desenvolvido, os alunos da escola regular, no sistema público ou privado de ensino, frequentam aulas de inglês durante cinco horas por semana. Dessa forma, é desnecessário que os alunos frequentem outras escolas a fim de aprenderem um segundo idioma. Ao entrarem na universidade - e mercado de trabalho - os alemães já dominam fluentemente o segundo idioma.

O ensino brasileiro prioriza dois idiomas: o inglês e o espanhol. O espanhol, assim como português, é uma língua derivada do latim e, portanto, as regras gramaticais se assemelham ás do português. Isso não significa, porém, que seja desnecessário estudar o idioma espanhol. Só quer dizer que, para um falante do português, fica mais fácil aprender o espanhol devido á semelhança dos idiomas.

O idioma inglês, apesar de ser uma língua anglo-saxã e possuir regras diferentes das línguas latinas, traz algumas singularidades que tornam o idioma um dos mais fáceis de serem aprendidos. Como exemplo, posso citar a ausência de flexão na conjugação dos verbos em diferentes tempos verbais: a grosso modo, podemos dizer que, no idioma inglês, o verbo assume no máximo cinco formas diferentes; ao contrário dos verbos nas línguas latinas, os quais sofrem alteração na conjugação em todos os tempos verbais, para todos os pronomes pessoais.

Portanto, se a sua dúvida é qual idioma o pequeno deve estudar, a minha opinião é a seguinte: seja espanhol ou inglês, as crianças terão facilidade de aprender o segundo idioma escolhido para estudo, por várias razões, sendo as principais:

* semelhança do espanhol com o português
* simplicidade do idioma inglês
* crianças pequenas tem facilidade para aprender vários idiomas

Nos próximos posts, prometo escrever uma continuação abordando os seguintes assuntos:

1) O segundo idioma e as crianças II - Por que começar o estudo desde cedo?

2) O segundo idioma e as crianças III - Formação do professor

Se esse post foi útil para você, se você discorda de alguma informação ou tem ainda tem alguma dúvida, me deixe saber! Use o espaço dos comentários para trocarmos idéias e eu prometo que respondo você no próximo post!

Um abraço,

Teacher Lu.


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Leia também:
* Vagabond Of The Western World
* Biblioteca da Lu

sábado, 25 de abril de 2009

Nomenclaturas usadas no blog

Olá...

Se você é ou já foi aluno ou professor de inglês, ou apenas gosta do assunto e tem muitas idéias para dividir com a gente, sinta-se á vontade e seja bem-vindo.

Para iniciar o blog, decidi que seria melhor ter alguns posts de referência, pois nem todo mundo entende a linguagem de nós, teachers, quando nos referimos aos nossos alunos. Aqui estão algumas nomenclaturas que usarei bastante ao longo dos posts no blog:

* L1 - idioma ou língua materna
* L2 - segundo idioma, segunda língua
* S2 ou T2 - S de Student e T de Teacher, para alunos e professores do segundo idioma
* Tots - crianças ainda não alfabetizadas
* Kids - crianças alfabetizadas
* Teens - pré-adolescentes e adolescentes
* Adults - alunos adultos
* VIP - alunos com horários especiais
* Executive - alunos de uma empresa

Posso ainda me referir ás aulas como:

* Regular classes - aulas normais (geralmente duas aulas de duas ou três horas por semana) ou no colégio
* VIP classes - aulas em horários especiais
* Executive classes - aulas com grupos fechados para empresas

Se você já leu o meu histórico de experiência com o ensino da língua inglesa, deve ter percebido que a minha formação é totalmente "Wizard". Isso acaba atrapalhando um pouquinho - mas só um pouquinho - na hora de ajudar algum professor ou aluno de outro método.

Também deve ter percebido que as minhas nomenclaturas são fortemente influenciadas pela metodologia Wizard, mas são termos que podem ser aplicados á todas as outras escolas e métodos, de maneira geral.

Espero que possamos trocar muitas idéias, e que eu possa contribuir, ensinar e aprender bastante com meus leitores!

Teacher Lu.

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